quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Documentário mostra a verdade sobre aids na visão de um jovem de 18 anos.

"O lado positivo do Fabrício" é um documentário realizado por alunos da Faculdade Assis Gurgacz em Cascavel, PR. Veja a verdade e a vida por trás da realidade da aids, sob a ótica de um jovem comum brasileiro.
Assim como no livro de Robson Pinheiro "Canção da esperança", o vídeo traz a trajetória de esperança, luta e coragem que inspira, comove e informa. Vale ver e compartilhar!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O que você espera de uma mudança na sua vida? Você sabe realmente o que quer?




Você muda de ares, de corte de cabelo, de endereço, de companhia, de cidade, de trabalho. Muda tudo. Então, você se enche de entusiasmo e parece ter uma energia inacabável. Tudo ganha novos contornos e você pensa: “finalmente estou onde devia estar”.
Daí o tempo passa. O ar parece pesado, o corte de cabelo não assenta mais, o endereço não é dos melhores, as companhias revelam seus lados não bonitos, a cidade já não tem tantos atrativos, o trabalho parece mais do mesmo. Então, você se sente no vazio, sem força para nada. Tudo parece como era antes, ou até pior, e você pensa: “preciso mudar tudo de novo”.
Conhece o enredo? Consegue adivinhar as cenas dos próximos capítulos?
Talvez tenha faltado o aviso de que mudar é bom, mudar é ótimo, desde que a gente mude do jeito certo e as coisas certas. Muitas vezes o que precisa ser mudado é a nossa crença de que não pode haver vazios ou de que a gente precisa estar sempre se sentindo abarrotado para estar satisfeito. Podemos suportar (e acredite, você pode até desfrutar) um pouco de silêncio, de “não sei”, de simplesmente estar presente sem milhões de planos para o próximo passo, e isso é bom. Mudar a necessidade e a obrigação de estar sempre eufórico e sair bem na foto, caso contrário, a gente nunca vai chegar à colheita. Vai estar sempre correndo atrás do próximo ponto mais alto da montanha-russa, que vai ser sempre seguido de pontos muito baixos – viagem maluca que pode ser uma delícia quando se está no parque de diversões, mas é insustentável quando passa a acontecer no nosso mundo emocional.
Mudar o foco excessivo no externo e observar o mundo interno: “o que estou precisando encarar dentro de mim? O que precisa de reparos, mudança e novos ares aqui dentro? O que estou relutando em encarar e que me faz dar procurar tantas coisas do lado de fora? Que fome real eu preciso aplacar?”. Mudar nossa tendência em encontrar culpados e pontos falhos, passar a enxergar o que há de bom, o que há de positivo, o que há de potencial. Mudar também o foco excessivo no próprio umbigo, ver que existem milhões de oportunidades, acontecimentos e vida latente ao nosso redor. Mudar a vibração que mantemos em cada situação e ambiente, escolher o tom, ao invés de ter de sempre recomeçar do zero quando algo não nos agrada. Experimentar começar de onde está. Mudar a crença de que as coisas vão lhe abastecer e começar a se responsabilizar por sua energia. Na real não há um reservatório, você é que precisa gerar sua energia e fazer a manutenção do que alcançou.
E se, antes de soar o alarme de incêndio, você simplesmente respirasse fundo e se perguntasse, esperando a resposta vir da parte mais profunda de si: “o que eu realmente quero e do que preciso agora?”. Talvez a resposta até seja mudança de ares, mas aí já não será no ritmo de quem foge de um incêndio, mas sim de alguém que se prepara para uma jornada. Sem fuga, mas uma decisão de fazer uma passagem, onde se pode curtir cada passo da caminhada, sem a ânsia pelo pote de ouro ao final do arco-íris.
Segredo a ser descoberto, que é a ironia de tudo, é que o pote de ouro costuma estar bem mais perto do que a gente imagina. Talvez nem seja bem o pote de ouro a recompensa, e sim o arco-íris ao longo do caminho. Mas a gente se distrai.


Fonte:
Texto de Juliana Garcia, publicado em Nômades Digitais.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Parabéns Chico!!!

Ao elaborar a planta original de construção da Sociedade (Everilda Batista), dirigi-me novamente a Uberaba, que fica a 485km da capital, a fim de submeter o esboço à apreciação de Chico Xavier. Era um sábado à tarde quando me recebeu rapidamente em sua residência. Naquela época, não conhecia ainda o médium Carlos Baccelli. Assim que entreguei o desenho ao Chico, ele arrastou as mãos por sobre o papel, pra lá e pra cá, como se estivesse lendo através do tato, sentindo o relevo dos traços… Olhou por mais alguns instantes e finalmente disse: 

– Vá fazer um passeio lá no centro do Baccelli – disse ele. – Vá ao Lar Pedro e Paulo – que fica no bairro de Lourdes – e amanhã volte aqui.

Na ocasião, Baccelli já não mais freqüentava as reuniões na casa do grande médium de Emmanuel. Obedeci e fui ao Lar Espírita Pedro e Paulo, claro: era difícil ignorar um conselho do Chico. Demorei a chegar, pois o endereço é distante para quem vai a pé, num bairro mais retirado. Não sabia o que o Chico queria dizer e recordo-me de ficar, durante o percurso, elucubrando a respeito, a fim de compreender. Assim que entrei, uma coisa saltou aos olhos: a simplicidade. Observei atentamente ao redor e percebi o telhado colonial, pé-direito até muito baixo, o pessoal trabalhando na cozinha – a cozinha logo me chamou a atenção. Havia alguns livros expostos sobre uma mesa, um ou outro velhinho andando pelo pátio. Mirei aquilo tudo e pensei:

– Gente, que o Chico quer dizer com isio aqui, com o trabalho do Lar Pedro e Paulo?

Retornei à casa do Chico no domingo à tarde, conforme solicitara. Examinou novamente a planta do arquiteto, da qual muito me orgulhava. Consistia numa construção de quatro andares, com um salão imenso. Chico enrolou o projeto, fixou bem no fundo dos meus olhos e disse:

– Tenha cuidado, meu filho. Em casa que muito cresce, o amor desaparece.

Tão logo se pronunciou, entregou-me o canudo e deu por encerrada a conversa, que mal havia começado.

O médium mineiro adorava esses ditos, frases como essa, com uma rima em geral simples, mas que revelavam grande sabedoria. Acredito que tantas de suas máximas sobreviveram e são repetidas justamente em razão disso: a forma fácil aliada ao conteúdo verdadeiro; a mesma fórmula dos ditados populares. Nunca pude esquecer aquele comentário.

Embarquei no ônibus com destino a Belo Horizonte perturbado com o que vira e escutara. Ao meditar sobre os acontecimentos do fim de semana, acabei por entender a mensagem que Chico havia procurado transmitir. O alerta era para ter cuidado e não fazer um supercentro. Assim que cheguei do Triângulo Mineiro, promovi uma reviravolta completa nas decisões tomadas até ali, com relação às obras. Um centro espírita médio, na proporção de nossa instituição, já representa bastante trabalho e exige grande esforço para sua manutenção, em matéria de recursos financeiros tanto quanto energéticos e humanos. Imagine se tivéssemos erguido uma casa de quatro pavimentos, conforme o ambicioso projeto original… Por certo o trabalho se tornaria sufocante, indo além de nossas possibilidades, especialmente naquele momento, quando a Casa dava os primeiros passos.

Confesso que hoje relativizo o conselho de Chico Xavier. Àquela época, funcionou. No entanto, lidamos na atualidade com o desafio de uma casa pequena para o número de pessoas que recebe e as atividades que realiza. Com a quantidade de gente que a procura, carecemos de espaço físico maior, e o crescimento não foi contemplado no projeto original. Por exemplo: temos cursos regulares com aproximadamente 350 alunos matriculados em 15 a 20 turmas, e cerca de 2 mil pessoas que freqüentam, semanalmente, a casa. A sede tem apenas um pavimento e meio, em virtude de ligeiro declive do terreno, num lote urbano de 360m. Em contrapartida, mesmo ao levar isso em conta, percebo aspectos importantes na recomendação de Chico, sobre fazer uma casa de proporções menores. Às vezes, há espíritas que se apressam em dizer que ele estava equivocado, em situações diversas, porém isso reflete o pensamento de um grupo que tende a criticá-lo por seu jeito meio caipira de fazer espiritismo. Na outra extremidade, há quem abrace sua filosofia incondicionalmente. Como em tudo, a sabedoria reside no meio-termo. "


Trecho do livro Os espíritos em minha vida, de Robson Pinheiro, editado por Leonardo Möller, que além dessa, traz muitas outras passagens do encontro dos médiuns. Nesse 2 de abril, dia do aniversário do Chico, resolvemos contar esta história e relembrar um pouco o homem de jeito simples, de sabedoria gigantesca e de muitos ensinamentos. Obrigado Chico!